logo

Assim como acontece com os humanos, há uma série de doenças que podem afetar nossos amigos peludos.

Por se tratar de uma grande variedade, faremos nesta seção um resumo das principais enfermidades que atingem os cães. Por se tratar de um resumo, colocamos apenas algumas características de cada doença. Para prevenção e tratamento destas se faz a necessidade de um acompanhamento veterinário.

Não hesite em buscar acompanhamento profissional ao desconfiar de algum problema de saúde em seu cachorro.

Abaixo segue um resumo das principais, em ordem alfabética. Clique para ler mais.

As alergias alimentares também estão entre as doenças comuns em cachorro. Elas ocorrem quando o animal é alérgico a um ou mais componentes da ração ou quando ele acidentalmente ingere um alimento perigoso para cães, como uvas ou chocolate.

As alergias alimentares podem se manifestar no pet de diversas formas. Por isso, é necessário prestar atenção em sintomas como problemas de pele, vômitos, diarreias, apatia, fraqueza e até irritação nos olhos, pois podem ser sinais de alergia alimentar.

Diversos cães também podem apresentar os mais diversos tipos de alergias, como a produtos de limpezas por exemplo.

O câncer costuma atingir animais mais idosos, mas, assim como acontece com os humanos, isso não é uma regra. Os tumores podem atingir diferentes partes do corpo do cachorro, sendo os de mama e próstata um dos mais comuns. A prevenção pode ser feita com uma boa alimentação, ou nestes casos específicos a castração precoce é indicada. Não há uma cura em si, mas as formas de controle já estão muito eficazes.

É causada por um vírus muito contagioso. Filhotes e cães adultos geralmente contraem a doença através de secreções respiratórias de cães infectados ou partículas do vírus no ar. Cães infectados costumam apresentar febre, corrimento ocular e nasal, tosse, diarreia, vômitos, convulsões e paralisia. A doença é muitas vezes fatal. Felizmente, há uma vacina eficaz para proteger seu cão.

Mais comum em cachorros mais velhos, cardiopatia é, na verdade, o termo usado para um conjunto de doenças do coração que podem afetá-los, causando grande impacto na saúde deles.

As causas de doença do coração em cães podem variar. Mas, de maneira geral, alguns fatores de risco podem deixar o pet mais predisposto ao problema: idade, obesidade, sedentarismo, alimentação ou predisposição genética.

Os sintomas mais comuns são fadiga, tosse seca, indisposição, respiração acelerada, falta de ar, apatia, anorexia, emagrecimento, desmaios e língua e mucosas arroxeadas.

A coronavirose canina é uma enfermidade transmitida por vírus que acomete frequentemente os animais mais jovens e que afeta principalmente o intestino, mas que também pode comprometer o sistema respiratório. Um dos principais problemas é a dificuldade para ser diagnosticada, a depender do conhecimento clínico do veterinário. A presença de outras doenças aumenta o desafio, devido à uma série de manifestações clínicas comuns a outras enfermidades como a parvovirose canina, por exemplo.

A coronavirose canina tem sintomas que variam conforme a região acometida. Confira as manifestações da doença mais comuns.

Sintomas intestinais: Diarreia intensa, de coloração amarelo-esverdeada ou laranja e fétida (sinal característico), perda de apetite, vômito, desidratação, aumento de temperatura corporal em alguns casos, tremores, apatia e depressão.

Sintomas Respiratórios: Tosse e descarga nasal.

Ainda faltam trabalhos científicos que expliquem exatamente o que acontece no cérebro dos animais melancólicos, mas alguns apresentam um distúrbio muito parecido com a depressão dos seres humanos.

Tendem a recusar comida e brincadeiras, mudam drasticamente de comportamento e ficam arredios. Em geral, grandes mudanças, separações e solidão são os principais fatores por trás do quadro depressivo.

Não são apenas os humanos que sofrem com a diabetes, ela também é uma das doenças em cães. A sua causa pode ser variada, e está relacionada a outras doenças que afetam o pâncreas, mas o principal fator que leva à diabetes canina é a pré-disposição genética.

Além de mudanças no sistema urinário e a mudança na alimentação, um dos principais indícios da doença é o desenvolvimento da catarata ou perda de visão.

Quando diagnosticado, o animal passa por um tratamento, com insulina, alimentação balanceada e exercícios físicos.

A dirofilariose é causada por parasitas que se alojam no coração do seu cão, causando danos no coração, vasos sanguíneos e pulmões. A doença é transmitida por mosquitos, e por isso é mais comum em períodos mais quentes do ano e em regiões litorâneas. Entre os sintomas estão tosse, problemas respiratórios, fraqueza, doença cardíaca e perda de peso.

A displasia coxofemural é um transtorno na formação e desenvolvimento da articulação, não permitindo que ocorra um encaixe adequado entre a bacia e o fêmur. A doença causa dificuldade para se movimentar, dor e fraqueza nos membros afetados, e atrofia muscular.

Os animais mais suscetíveis são os de grande porte e de crescimento rápida, e afeta os cães ainda jovens. Temos como exemplos o Labrador e o Golden Retrievers, o Rottweiler, o Pastor Alemão, o Bernese Mountain Dog, o São Bernardo, o Dogue Alemão, e o Buldogue Inglês. Há notícias de cães de porte médio e pequeno que também podem apresentar esta enfermidade, porém muito menos comum.

Conhecida como Erlichiose, é mais popularmente chamada de doença do carrapato. É transmitida através deste artrópode, pertencente a classe dos aracnídeos.

É altamente infecciosa, podendo apresentar diversos sintomas como febre ou falta de apetite, perda de peso e apatia, sangramento nasal e urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele, manchas esbranquiçadas nos olhos, dificuldades respiratórias.

Como o sistema imunológico fica altamente comprometido, esta doença pode causar os mais variados efeitos colaterais.

É de alta periculosidade, podendo ser fatal.

As doenças articulares são todas aquelas que – como o próprio nome já diz – atacam diretamente as articulações. Ou seja, afeta de maneira significativa a rotina e o bem-estar do animal. Ainda, doenças desse tipo podem provocar o desgaste das cartilagens, o que a médio e longo prazo podem resultar em problemas graves.

As principais são: Artrite, artrose, osteoartrite e doença degenerativa articular.

Bastante abrangente, a dermatite em cachorro pode ser qualquer inflamação na pele do pet, normalmente caracterizada por vermelhidão, descamação e pequenas feridas.

Mais comum em determinadas raças, a condição pode ter diversas causas, com destaque para o desequilíbrio na atuação de fungos e bactérias. Ainda que os sintomas variem de acordo com a causa, é importante tentar reconhecê-los e procurar ajuda o quanto antes.

A doença periodental atinge a maior parte dos cães por um simples motivo: não escovar os dentes. Assim como os humanos, os animais sofrem com a formação de placa bacteriana, mas como essa camada não é retirada com frequência por meio da escovação acaba mineralizando e provocando o mal hálito permanente. Com o tempo os dentes acabam apodrecendo e caindo. O problema afeta todo o equilíbrio do organismo dos animais. Por isso os veterinários costumam recomendar a escovação desde filhote.

A giárdia ou giardíase é uma zoonose causada por um protozoário que vive no intestino grosso dos animais infectados. A transmissão acontece quando o cão tem contato com as fezes de um outro animal já infectado.

O principal indícios da doença é a diarreia com a presença de muco e sangue nas fezes. Entre os sintomas estão as dores abdominais, vômito, mudança nos hábitos alimentares. Pode desencadear também a perda de peso e depressão.

A Hepatite Infecciosa Canina é uma das doenças de cachorros transmitidas por vírus e atinge o fígado do animal. Os sintomas e a recuperação do cachorro irão depender do grau em que a doença se manifesta no organismo. Por causa disso, um animal com hepatite infecciosa pode não apresentar sintomas, pode sofrer com paralisias e convulsões ou pode morrer em poucos dias sem dar tempo para qualquer tipo de ação do dono.

A Leishmaniose canina é uma infecção parasitária causada por protozoários que atacam o sistema imunológico do animal.

Há dois tipos de leishmaniose: a cutânea e a visceral, sendo a visceral responsável por 99,9% dos casos.

A leishmaniose visceral canina é uma doença que pode ser transmitida de animais para humanos e vice-versa, sendo o mosquito o vetor. Ou seja, é uma zoonose. Aliás, uma grave zoonose que pode levar ao óbito tanto o humano quanto o cachorro infectado.

Entre alguns sintomas estão as alterações dermatológicas (machucados e feridas que não saram, lesões, embranquecimento e descamação da pele), emagrecimento rápido e exagerado, crescimento anormal das unhas, atrofia muscular, alterações oculares (secreção, incômodo e piscadas, todos em excesso), queda de pelos, vasculite e, até mesmo, alterações renais, gastrointestinais e neurológicas em casos mais evoluídos. Novos sintomas, como vômito, diarreia e dificuldade para fazer xixi podem surgir de acordo com cada área afetada pelo Leishmania.

A leptospirose é uma doença transmitida através da urina de ratos contaminados, por isso é conhecida também como a “doença do rato”. Uma vez no organismo canino a bactéria terá ações diferentes em cada um. Os sintomas mais comuns são hematomas e machucados na boca e na pele, falta de apetite, vômito, diarreia e febre.

A obesidade canina é uma doença relacionada à quantidade de gordura corporal do cachorro. Oferece um grande risco à saúde dos cães, assim como nos humanos.

Falta de atividades ou alimentação incorreta pode levar o cachorro a ficar obeso, sendo uma doença que pode levar a outras também graves, como doenças respiratórias e cardiovasculares.

Trata-se de uma inflamação ou infecção no ouvido, podendo atingir o ouvido interno, externo ou médio. O diagnóstico deve ser realizado apenas por um médico veterinário. Pode ter origem alérgica, bacteriana ou fúngica.

Em casos mais avançados, pode haver perda da audição e perda de coordenação motora, quando a otite atinge estruturas internas do ouvido.

Cães que possuem orelhas caídas, que tampam o canal auditivo, têm uma tendência maior a ter otite, justamente pelo acúmulo de umidade, facilitando a proliferação de microorganismos.

Normalmente a otite leva bastante incômodo ao seu cãozinho, e os principais sinais que eles apresentam são quando sacodem muito a cabeça, coçam muito, gemem, ou quando manuseamos a superfície da orelha e eles demonstram desconforto.

A Parainfluenza Canina é uma das causadoras da traqueobronquite infecciosa canina (popularmente conhecida como “Tosse dos Canis). Trata-se de uma doença contagiosa que provoca infecções respiratórias subitamente nos cães. Os animais acometidos costumam apresentar secreção nasal e ocular e uma tosse bastante característica.

Cães em bom estado de imunidade podem apresentar a forma branda da doença. Não é raro que a parainfluenza esteja acompanhada de outros agentes infecciosos, agravando o quadro e seus sinais clínicos.

Parvovirose Canina ou Parvo é causada pelo parvovírus. O vírus é muito contagioso e ataca o sistema gastrointestinal, causando vômito, febre e diarreia grave. É transmitido através do contato direto entre cães, bem como por fezes contaminadas, contato com o piso, tigelas, coleira, e até mãos ou roupas das pessoas. O vírus é muito resistente e capaz de sobreviver cerca de dois meses em ambientes internos e durante anos ao ar livre. Infelizmente muitos cães podem morrer mesmo recebendo tratamento. A melhor alternativa é a prevenção através da vacina.

As doenças renais são comuns, principalmente entre os animais mais velhos. As causas da doença nos rins podem ser variadas como inflamações, infecções, reações tóxicas, doenças autoimunes, pré-disposição genética ou até em razão da própria idade avançada.

Entre os sintomas, deve se observar o se o animal parou de fazer xixi, ou se está urinando demais, se a urina apresenta sangue, se o cão está com diarreia ou vomitando, se está parecendo depressivo e também se bebe pouca água. A insuficiência renal pode ser crônica ou aguda, por isso é importante consultar um veterinário para diagnosticar o seu cachorro. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor para o tratamento.

A raiva é uma zoonose que preocupa muito. Caracterizada pela mudança de comportamento do animal, os principais sintomas são a salivação excessiva, a agressividade e também paralisia do cão. A transmissão é através da saliva de um animal já infectado, por lambidas ou mordidas, pode ser outro cão, gato ou até morcego.

Depois de infectado, o vírus se espalha por todo o sistema nervoso do animal. Os sintomas surgem depois de cerca de 10 a 60 dias. A doença não tem cura e é fatal.

Existem três tipos de raiva, a furiosa, a muda e a intestinal. A furiosa é a mais comum, em que o animal tem paralisias, convulsões e se torna agressivo. Já na raiva muda, o animal se torna apático e para de comer e beber água. A raiva intestinal é mais rara e mais rápida, apresenta outros sintomas, o animal tem cólicas e vômitos frequentes até falecer.

Fontes

Por se tratarem de doenças caninas, especialidade de um profissional veterinário, retiramos boa parte deste conteúdo de sites especializados, compilando de maneira resumida as principais informações.

www.petz.com.br
www.labgard.com.br
www.casafazendeiro.com.br
www.saude.abril.com.br
www.canaldopet.ig.com.br
www.blog.agoline.com.br
www.love.doghero.com.br
www.patasdacasa.com.br